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NATO começa a discutir o maior reforço da defesa na primeira reunião de Rubio

03 abr, 2025 - 09:57 • Lusa

A reunião desta quinta-feira é a primeira para o chefe da diplomacia dos Estados Unidos, Marco Rubio, e realiza-se numa altura em que as críticas e posições de Donald Trump geraram confusão entre os Estados-membros.

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Os ministros dos Negócios Estrangeiros da NATO reúnem-se esta quinta-feira no quartel-general, em Bruxelas, para começar a discutir o maior reforço do investimento em defesa, na primeira reunião do secretário de Estado norte-americano.

A reunião desta quinta-feira, no quartel-general da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), é a primeira para o chefe da diplomacia dos Estados Unidos, Marco Rubio, e realiza-se numa altura em que as críticas e posições do Presidente dos EUA, Donald Trump, geraram confusão entre os Estados-membros da organização político-militar da qual Portugal faz parte enquanto país fundador.

O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros português, Paulo Rangel, vai participar na reunião.

As críticas recorrentes de Donald Trump - que regressou à Casa Branca em janeiro -, à NATO aumentaram de tom e Washington exige que os 32 Estados-membros se comprometam com mais investimento em defesa. Em simultâneo, parece cada vez mais clara uma aproximação da Casa Branca ao Kremlin, esbarrando com a política externa seguida pelos EUA nos últimos anos e numa altura em que se começa a desenhar uma possibilidade de cessar-fogo na Ucrânia, com intervenção dos Estados Unidos.

Por um lado, os países da NATO mantiveram a postura de apoio inequívoco e total à Ucrânia, mas sobre Washington paira a incerteza.

A reunião servirá para continuar a preparar a cimeira de junho, em Haia, nos Países Baixos, e para esboçar um novo compromisso de investimento em defesa, que fontes da organização disseram à Lusa esta semana que deverá fixar-se nos 3,5%.

Estão previstas também as participações do ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Andrii Sybiga, da alta-representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros e Política de Segurança, Kaja Kallas, e também haverá uma reunião com os países parceiros do Indo-Pacífico (Japão, Coreia do Sul, Austrália e Nova Zelândia).

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  • Nunquinha!
    03 abr, 2025 Europa 09:50
    Aumentar os gastos com a Defesa, tudo bem. Mas é para reorganizar a indústria militar Europeia numa optica de complementaridade, e adquirir progressivamente armamento e munições a essa mesma indústria Europeia, não aos EUA. A esses só se recorre em último dos últimos casos. Quer dizer, desinteressaram-se da Europa e ameaçam mesmo repudiar o art.º V e agora vamos (Europa) engrossar os lucros dos fabricantes de armas camones, reequipando os exércitos europeus com armas americanas mantendo a dependência dos EUA? Nunquinha! E da mesma forma, o oficial Superior que comanda a Defesa na Europa, tem de deixar de ser um militar americano para passar a ser europeu - forças europeias sob o comando dos EUA? Nunquinha!

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