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EUA. Tarifa de 10% sobre produtos importados entra em vigor

05 abr, 2025 - 09:55 • Lusa

Trump anunciou tarifas totais de 54% para a China, 20% para a União Europeia (UE), 46% para o Vietname e +24% para o Japão, numa lista que inclui cerca de 80 países e territórios.

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A taxa alfandegária adicional de 10% sobre a maioria dos produtos que os Estados Unidos importam do resto do mundo entrou em vigor à meia-noite (05h00 de sábado em Lisboa).

Esta tarifa de 10%, que cobre 184 países e territórios e será adicionada às taxas alfandegárias que já existiam, foi anunciada pelo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na quarta-feira, criando uma onda de choque para o comércio global.

No entanto, certos produtos estão, para já, isentos: petróleo, gás, cobre, ouro, prata, platina, paládio, madeira, semicondutores, produtos farmacêuticos e minerais não encontrados em solo norte-americano.

O aço, o alumínio e os automóveis importados também não são afetados, mas já estavam sujeitos a uma taxa alfandegária de 25%.

O Canadá e o México, sob um regime diferente, já estão a pagar um novo preço pela guerra comercial iniciada por Trump.

O preço será mais elevado a partir de 9 de abril para os países considerados particularmente hostis ao comércio livre, nomeadamente os que têm excedentes comerciais significativos com os Estados Unidos.

Trump anunciou tarifas totais de 54% para a China, 20% para a União Europeia (UE), 46% para o Vietname e +24% para o Japão, numa lista que inclui cerca de 80 países e territórios.

As novas tarifas do governo Trump deverão acelerar a inflação e abrandar o crescimento económico, sendo que o foco da Reserva Federal (Fed) será manter os aumentos de preços temporários, disse na sexta-feira o presidente da Fed, Jerome Powell.

Powell afirmou num comentário escrito que as tarifas e os seus impactos na economia e na inflação são "significativamente maiores do que o esperado".

O responsável também disse que os impostos na importação são "altamente prováveis" de levar a "pelo menos um aumento temporário na inflação", mas acrescentou que "também é possível que os efeitos sejam mais persistentes".

"A nossa obrigação é [...] garantir que um aumento único no nível de preços não se torne um problema contínuo de inflação", disse Powell em comentários feitos em Arlington, Virgínia.

O foco de Powell na inflação sugere que a Fed poderá manter a taxa de juro inalterada em cerca de 4,3% nos próximos meses.

Pouco antes deste discurso, Donald Trump instou o presidente da Fed a baixar as taxas de juros, numa publicação na plataforma Truth Social.

"Este seria o momento PERFEITO para o presidente da Fed, Jerome Powell, cortar as taxas de juro", escreveu o presidente republicano, afirmando que a inflação caiu desde o seu regresso ao poder.

Mas Powell declarou também que era "muito cedo" para ajustar a política monetária.

Economistas preveem que as tarifas enfraquecerão a economia, possivelmente ameaçarão as contratações e aumentarão os preços.

Nesse cenário, a Fed poderia cortar as taxas para impulsionar a economia, ou poderia manter as taxas inalteradas --- ou até mesmo aumentá-las --- para combater a inflação.

Comentários
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  • Resposta
    05 abr, 2025 UE 09:44
    Lagarde, Layen António Costa, a resposta da UE a isto, é...?

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