26 fev, 2025 - 14:29 • Lusa
A adesão ao primeiro de três dias de greve convocada pela Federação Nacional de Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais (FNSTFPS) está "acima dos 50%", segundo o coordenador Sebastião Santana.
A FNSTFPS, afeta à CGTP, decidiu que cada um dos três dias de greve seria dirigido a uma das carreiras gerais da função pública, "atendendo à falta de resposta aos problemas" destes trabalhadores.
Deste modo, a greve nacional desta quarta é dirigida aos técnicos superiores e, tendo em conta que "esta carreira abrange perto de 50.000 trabalhadores", conta com cerca de 25.000 profissionais em greve, agregando a "administração central e as duas administrações regionais, os Açores e a Madeira", adiantou à Lusa o dirigente sindical.
A greve de quinta-feira é dos assistentes técnicos e na sexta-feira dedicada aos assistentes operacionais.
O coordenador, presente na conferência de imprensa no Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social, afirmou que os técnicos superiores "no final do ano passado tinham já perdido 219 euros de poder de compra em relação a 2010".
E acrescentou que "os assistentes técnicos [perderam] quase 100 euros, e os assistentes operacionais continuam a receber o salário mínimo nacional, com a agravante deste ano terem que pagar IRS".
Assim, o dirigente exigiu que o "o Governo se sente à mesa para negociar a valorização das carreiras", referindo que remete a negociação "para 2027", contudo esta "tem de começar já".