28 fev, 2025 - 20:37 • Vasco Bertrand Franco
Cerca de dois mil trabalhadores da administração local reivindicaram esta sexta-feira, em Lisboa, melhores condições salariais. Exigem um aumento do salário mínimo para os 1.000 euros e um aumento de 150 euros em todos os salários.
Pessoas de todo o país, incluindo das ilhas, juntaram-se na manifestação pelas ruas da capital.
O protesto foi convocado pelo Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local e Regional, Empresas Públicas, concessionárias e Afins (STAL) e pelo Sindicato dos Trabalhadores do Município de Lisboa (STML).
Fernando Afonso Sousa, de 56 anos, veio do Porto e acredita que não é valorizado. Este funcionário da administração local exige um aumento salarial.
Na mesma linha, Bruno Luz, de 37 anos, veio de Faro para defender que é necessário aumentar todos os salários em cerca de 150 euros, uma vez que os últimos anos têm sido caracterizados por uma “deterioração das condições de vida”.
Bruno Luz atira, também, que “este Orçamento do Estado não reflete melhores condições para os trabalhadores”.
Também partidos políticos decidiram marcar presença nesta manifestação. A deputada do Bloco de Esquerda, Isabel Pires, alertou para a responsabilidade do Estado de aumentar os salários aos funcionários públicos.
Isabel Pires refere que devido a aumentos dos preços da “habitação, alimentos, energia, gás, entre outros”, as pessoas estão a perder poder de compra e, por isso, é essencial que o “Estado seja o primeiro a dar o exemplo”.
Também o PCP esteve presente na concentração. O líder comunista, Paulo Raimundo, disse que as reivindicações dos trabalhadores são “justíssimas”.
O secretário-geral do PCP acredita que basta olhar para a manifestação para “se perceber que o aumento realizado este ano não é suficiente”.
Paulo Raimundo reforça que o “Governo fez opções. Reduziu em 365 milhões de euros o IRC e depois dizem que não há dinheiro. O que o Governo tem mostrado é que as opções são contrárias aos interesses desta gente e é esta gente que põe o país a funcionar”.
Para já o STAL, o STML e a CGTP vão aguardar pela reação do Governo para perceber se vão ser marcadas novas greves e manifestações.