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Protesto

"A Soares dos Reis está morta-viva". Alunos de escola do Porto querem "valorizar ensino artístico"

24 mar, 2025 - 11:44 • Jaime Dantas

Presidente da Associação de Estudantes revela que as instalações da escola "não têm o tamanho suficiente" e que "faltam apoios para os materiais" cujo custo pode ascender às "centenas de euros num ano".

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Mais de uma centena de alunos da Escola Artística de Soares dos Reis, no Porto, manifestaram-se na manhã desta segunda-feira por melhores condições no estabelecimento de ensino.

Durante o intervalo das 10h00, os jovens fizeram-se ouvir através de gritos de luta, tocando instrumentos musicais e erguendo tarjas com mensagens como "A Soares está morta-viva", "valorizar o ensino artístico" e "por mais espaço de refeições".

Aos jornalistas, o presidente da Associação de Estudantes, Tiago Pancada, disse que é "essencial valorizar o ensino artístico".

"Esta escola não tem as melhores condições, tem sobrecarga horária, não tem oficinas de tamanho suficiente e chove dentro das salas", reporta.

Alunos da Escola Artística Soares dos Reis exibiram tarjas e cartazes com palavras de ordem. Foto: Jaime Dantas/RR
Alunos da Escola Artística Soares dos Reis exibiram tarjas e cartazes com palavras de ordem. Foto: Jaime Dantas/RR
Protesto realizou-se durante o intervalo das 10h00. Foto: Jaime Dantas/RR
Protesto realizou-se durante o intervalo das 10h00. Foto: Jaime Dantas/RR
Protesto de alunos da Escola Artística Soares dos Reis, no Porto. Foto: Jaime Dantas/RR
Protesto de alunos da Escola Artística Soares dos Reis, no Porto. Foto: Jaime Dantas/RR

Outro dos problemas prende-se com a falta de apoios para a compra de material escolar, cujo valor "é muito elevado", podendo chegar mesmo "às centenas de euros por ano". De acordo com o jovem, apenas quem tem escalão A recebe 16 euros para comprar os materiais, um valor que "chega para três cadernos".

"Em apenas um dia gastei 48 euros só em rolos de fotografia para a minha prova de aptidão artística e duraram apenas três semanas", conta.

"Temos fome", podia ouvir-se num dos cânticos do protesto, que também tem por base o subdimensionamento da cantina do estabelecimento de ensino, que tem 900 alunos. Muitos deles não têm tempo para almoçar por causa da fila, denuncia o representante dos estudantes, que acrescenta que os que os que o conseguem fazer não têm outra opção que não seja "comer no chão".

A direção remete a resolução de problema para a Parque Escolar, acrescenta. Para vincar as dificuldades, os alunos pretendem ocupar o espaço de refeições.

Outros dos objetivos passa ainda por "fechar a escola durante o período da tarde", remata Tiago Pancada.

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