24 mar, 2025 - 14:51 • Liliana Monteiro , João Malheiro
O Sistema de Segurança Interna revela à Renascença que o Relatório Anual de Segurança Interna se encontra a aguardar aprovação oficial, o que ainda vai acontecer em sede do Conselho Superior de Segurança Interna, sublinhando que quaisquer dados publicados antes disso, não são dados oficiais.
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É esta a resposta do Sistema de Segurança Interna às questões levantadas esta segunda-feira pelos dados provisórios do Relatório Anual de Segurança Interna (RASI), que dão conta de mais crimes violentos e de um aumento da delinquência juvenil em 2024.
Citado pelo "Expresso", os dados lançados antes da publicação do relatório apontam para um crescimento de 3% da criminalidade violenta, com mais de 14 mil crimes a serem participados às autoridades.
É uma tendência que se tem mantido desde o final da pandemia, contudo continua inferior aos anos anteriores à Covid-19. Há dez anos, foram registados quase 19 mil crimes violentos pela polícia.
Em 2024, houve mais roubos e assaltos a veículos, edifícios comerciais, bancos e casas, em comparação com o ano anterior.
Houve mais de sete mil relatos de violência praticada em grupo. Registaram-se, igualmente, mais de 12% de casos de delinquência entre jovens dos 12 aos 16 anos.
Foram reportadas 543 violações, mais 49 do que em 2023. É o valor mais alto da última década para um tipo de crime que costuma ser praticado por homens e vitimar maulheres, na maioria dos casos. Em quase metade dos casos, agressor e vítima tinham alguma proximidade.
Em sentido inverso, a resistência e a coação, a ofensa à integridade física e os roubos a bombas de gasolina desceram.
Já a criminalidade geral diminuiu em mais de 5%. Ao todo, foram reportados 355 mil crimes em 2024, menos 17 mil do que no ano anterior. Ou seja, a criminalidade geral caiu mais do que subiu a criminalidade violenta.
O RASI agrega as estatísticas das forças e serviços de segurança e deve ser entregue na Assembleia da República, todos os anos, até 31 de março.