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Apoiantes do Climáximo substituem anúncios em mupis por obras de arte

25 mar, 2025 - 11:59 • Olímpia Mairos

Em comunicado, o grupo explica que o objetivo da ação foi “chamar a atenção para as consequências negativas da publicidade automóvel”. Cartazes foram colocados em vários espaços publicitários de Lisboa, como o Cais do Sodré e Santa Apolónia.

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Apoiantes do Climáximo substituem anúncios em mupis por obras de arte. Foto: Climáximo
Apoiantes do Climáximo substituem anúncios em mupis por obras de arte. Foto: Climáximo
Apoiantes do Movimento Climáximo substituem anúncios por obras de arte. Foto: Climáximo
Apoiantes do Movimento Climáximo substituem anúncios por obras de arte. Foto: Climáximo

Para chamar a atenção para as consequências negativas da publicidade automóvel, e assinalar o Dia Internacional Contra a Publicidade, apoiantes do Movimento Climáximo, substituíram anúncios em mupis por obras de arte.

Os cartazes foram colocados esta manhã em vários espaços publicitários de Lisboa, como o Cais do Sodré e Santa Apolónia.

Em comunicado, o grupo explica que o objetivo da ação foi “chamar a atenção para as consequências negativas da publicidade automóvel”.

De acordo com o coletivo, “estes anúncios perpetuam estereótipos e encorajam os excessos automobilísticos individualistas incompatíveis com uma transição energética ecológica e justa que prioriza os transportes públicos”.

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Permitir publicidade automóvel é como permitir publicidade ao tabaco. O que precisamos é de um sistema eficaz de transportes públicos gratuitos que sirva as necessidades das pessoas”, lê-se na nota, enviada à Renascença.

A artista Michelle Tylicki, de Lisboa, que concebeu um dos cartazes, explica, citada em comunicado, que “como um retábulo de Van Eyck para a era do colapso, esta peça apresenta ‘O Juízo Final’”.

“Condena os publicitários e os fabricantes de automóveis que vendem a velocidade e o excesso como salvação”, completa.

Para o Climáximo, “o setor dos transportes, movido em grande parte a combustíveis fósseis, é responsável por uma boa parte das emissões de gases com efeito de estufa. Mas a solução não está na indústria dos carros elétricos, com as suas práticas extrativas e soluções individualistas para os 1% mais ricos”.

“Precisamos de um sistema de transportes públicos gratuito, eficaz e acessível para todas as pessoas e em todo o território, inclusive ligações internacionais”, defende.

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