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Câmara de Lisboa rejeita parar abate de jacarandás, projeto autorizado ainda por Medina

25 mar, 2025 - 20:26 • Fábio Monteiro , Alexandre Abrantes Neves

Câmara Municipal de Lisboa defendeu esta terça-feira que o abate de seis jacarandás na Avenida 5 de Outubro é inevitável.

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Joana Almeida, vereadora com o pelouro do Urbanismo em Lisboa, rejeitou, esta terça-feira, em conferência de imprensa, bloquear o abate de 25 jacarandás na Avenida 5 de Outubro, em Entrecampos. E frisou que o projeto em causa foi aprovado ainda durante o mandato do anterior presidente da autarquia, Fernando Medina.

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“Não podia, não podia. Sob pena de termos aqui a cidade parada por mais uns bons anos. E aquilo que nós fizemos foi com base nas decisões anteriores. Mudámos no sentido de salvar o máximo de jacarandás possível”, afirmou a vereadora.

A obra é da responsabilidade da empresa Fidelidade, que se comprometeu a plantar 39 novos jacarandás, já adquiridos e atualmente em viveiro.

Segundo Joana Almeida, estas árvores terão um porte mais desenvolvido quando forem plantadas, em 2027, mantendo-se assim a imagem característica daquela zona da cidade.

“A imagem, aquilo que é o nosso património, esta identidade da 5 de Outubro em relação aos jacarandás não vai ser alterada. Toda a 5 de Outubro vai ser muito melhorada”, garantiu.

Apesar das garantias da autarquia, o abate e transplante dos jacarandás, previsto para começar na próxima semana, motivou já uma petição pública que conta com mais de 39 mil assinaturas.

Em resposta à contestação, a Câmara de Lisboa anunciou a realização de duas sessões públicas de esclarecimento, abertas à população, que terão lugar na próxima sexta-feira e quarta-feira.

“Já é forte o abate de uma árvore. De um jacarandá, ainda mais. Vamos ter duas apresentações, debate aberto ao público. É a melhor forma de responder à petição: abrir portas, informar, esclarecer dúvidas”, disse a vereadora.

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