01 abr, 2025 - 22:20 • Anabela Góis , João Malheiro
A linha de prevenção do suicídio, que já devia estar a funcionar no SNS24, foi adiada devido à queda do Governo.
À Renascença, Ana Matos Pires, da coordenação nacional das políticas de Saúde Mental, responsável pela operacionalização da linha, diz que está tudo pronto e só falta nomear o coordenador clínico e científico. O que só pode acontecer com um Governo em plenas funções.
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A especialista refere que a atual situação política impossibilita que o processo avance, porque a criação do coordenador "implica mudanças na orgânica dos serviços partilhados do Ministério da Saúde".
No entanto, apesar da criação da linhar ficar adiada, a psiquiatra acredita que logo que o novo Governo tome posse o processo vai avançar. Ana Matos Pires indica que "todo o trabalho de formallização, de organização e de formação da linha está feito".
"Eu quero acreditar que sim. Não há nenhuma razão para que não aconteça. É um problema burocrático-legal.", sublinha.
O Ministério da Saúde tinha anunciado em setembro a criação de uma linha gratuita de prevenção do suicídio e apoio psicológico, que deveria ter entrado em funcionamento em janeiro de 2025, com mais de 100 psicólogos e atendimento permanente.
No total, já estão formados 22 profissionais, entre psicólogos e enfermeiros, que vão atender as chamadas da futura linha de prevenção do suicídio que vai funcionar no SNS24.
Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística, em 2021 registaram-se 8,9 suicídios por 100 mil habitantes, numa ocorrência de cerca de três suicídios por dia.
Se precisa de ajuda ou tem dúvidas sobre este tipo de problemas, não deixe de contactar um médico especialista ou um dos vários serviços e linhas de apoio gratuitas, como a Saúde 24 (808 24 24 24), o SOS Voz Amiga (800 209 899), o SOS Criança (116 111), a Linha Jovem (800 208 020) ou o S.O.S. Adolescente (800 202 484).