Siga-nos no Whatsapp
A+ / A-

Autarca nega ilegalidades após buscas em Cascais. "PJ não mencionou nenhum visado"

02 abr, 2025 - 21:06 • Fátima Casanova

Presidente da autarquia afirma que a investigação da Polícia Judiciária não visou ninguém em particular. Em causa estão dois processos de licenciamento. Os inspetores levaram documentos públicos e falaram com responsáveis da área financeira e do licenciamento urbanístico.

A+ / A-
Autarca nega ilegalidades após buscas em Cascais. "PJ não mencionou nenhum visado"
Carlos Carreiras nega ilegalidades após buscas em Cascais. "PJ não mencionou nenhum visado"

O presidente da Câmara de Cascais, Carlos Carreiras, saúda a realização de buscas na autarquia, nega ilegalidades e indica que a Polícia Judiciária (PJ) não mencionou o nome de qualquer visado, nomeadamente o ministro Miguel Pinto Luz, ex-vereador.

Em declarações à Renascença, Carlos Carreiras diz que esta investigação é “positiva”, porque têm sido “criadas suspeitas quer em alguns órgãos de comunicação social, quer nas redes sociais e são denúncias sem qualquer fundamento, como já houve outras e que já foram objeto de averiguações por parte da PJ e do Ministério Público e foram arquivadas”.

Já segue a Informação da Renascença no WhatsApp? É só clicar aqui

Carlos Carreiras manifesta-se “completamente tranquilo” sobre os resultados da investigação, que está relacionada com dois processos de licenciamento, um relacionado com um hotel e outro de um hospital.

Caso sem arguidos

O autarca acrescenta que não foi constituído nenhum arguido e que os inspetores “não ficaram com nenhum equipamento, apenas levaram documentos, que são públicos, porque tiveram de ir à reunião de Câmara e à Assembleia Municipal”.

Nestas declarações à Renascença, Carlos Carreiras sublinha que na sequência das buscas realizadas na Câmara de Cascais, “não houve nenhum visado que tenha sido mencionado pela Polícia Judiciária”.

Para o autarca, “a única relação que pode haver é a de quem teve o pelouro do urbanismo e do planeamento urbano em anos anteriores.

“Só nessas circunstâncias, sublinha Carlos Carreiras, “se poderá falar, quer no engenheiro Miguel Pinto Luz, quer o atual vice-presidente”.

O vice-presidente da autarquia é Nuno Piteira, o candidato escolhido pelo PSD para a presidência da Câmara de Cascais nas eleições autárquicas deste ano.

A Polícia Judiciária (PJ), através da Unidade Nacional de Combate à Corrupção, realizou esta quarta-feira buscas em Cascais e Lisboa por suspeitas de favorecimento no processo de venda de um terreno municipal destinado à construção de um hotel de luxo.

As autoridades adiantam que foram cumpridos oito mandados de busca, uma domiciliária e sete não domiciliárias.

Em investigação estão, de acordo com a PJ, “factos suscetíveis de enquadrar a prática dos crimes de prevaricação, participação económica em negócio e violação de regras urbanísticas por funcionário”.

Entretanto, na tarde desta quarta-feira, em comunicado, o ministro Miguel Pinto Luz disse não estar “ao corrente dos detalhes específicos do processo que originou as recentes buscas” da Judiciária e garantiu estar "completamente tranquilo".

Pinto Luz acrescentou ainda que não sabe se é ou não visado na investigação, lembrando que durante quase duas décadas esteve ao serviço da autarquia de Cascais e que a sua “conduta foi sempre pautada pela integridade e pelo interesse de Cascais.

Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

Destaques V+