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Buscas em Cascais e Lisboa por alegada corrupção na construção de hotel de luxo

02 abr, 2025 - 16:45 • Lusa

Autarca de Cascais confirma buscas da Judiciária e desconhece se ministro Miguel Pinto Luz é visado.

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A Polícia Judiciária (PJ) realizou esta quarta-feira buscas em Lisboa e Cascais por suspeitas de favorecimento no processo de venda de um terreno municipal destinado à construção de um hotel de luxo. A autarquia de Cascais foi um dos alvos da operação.

A PJ adiantou, em comunicado, que foram cumpridos oito mandados de busca, uma domiciliária e sete não domiciliárias, “num inquérito em que se investigam factos suscetíveis de enquadrar a prática dos crimes de prevaricação”.

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Em causa estão suspeitas da prática dos crimes de prevaricação, participação económica em negócio e violação de regras urbanísticas por funcionário.

A Polícia Judiciária explica ainda que existem “fortes suspeitas” de favorecimento de uma empresa imobiliária num processo de venda de um terreno municipal para construir um hotel com cerca de 120 apartamentos de luxo”.

Além da venda, também o processo de licenciamento desta obra está a ser investigado pela Unidade Nacional de Combate à Corrupção.

Autarca de Cascais desconhece se Pinto Luz é visado

O presidente da Câmara de Cascais confirma buscas da PJ na sede da autarquia, esta quarta-feira de manhã, visando dois processos de urbanismo sobre os quais não foram mencionados suspeitos, mas em relação aos quais admite a intervenção do ex-vice-presidente Miguel Pinto Luz.

As buscas visaram dois processos de urbanismo, um relacionado com um hotel, outro com um hospital, e sobre os quais disse terem sido cumpridas todas as "prerrogativas legais" a que a autarquia está obrigada, tendo sido prestadas "todas as explicações aos elementos da PJ" que hoje estiveram em Cascais.

Questionado sobre se o seu ex-vice-presidente e atual ministro das Infraestruturas do Governo demissionário, Miguel Pinto Luz, foi visado nas buscas, Carlos Carreiras disse não lhe ter sido referida "nenhuma suspeita personalizada".

"A mim não me foi mencionada nenhuma referência em particular, agora será normal, tendo o ex-vice-presidente, por delegação de competências, tratado desses assuntos, é natural que do processo constem decisões dele. É um processo corrente, normal, que se passa na Câmara Municipal de Cascais, como se passa em qualquer outra câmara. Mas a mim não me foi referenciada nenhuma suspeita personalizada especificada", disse o autarca.

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