02 abr, 2025 - 16:25 • João Malheiro
Foi desmantelada uma das maiores plataformas digitais de pornografia infantil, que resultou na detenção de 79 suspeitos, dois deles em Portugal.
Em comunicado, a Polícia Judiciária (PJ), que participou na operação coordenada pela Europol, refere que a ação levou ao encerramento do "Kidflix". Foram resgatadas de situação de abuso e exploração sexual 39 crianças - nenhuma delas portuguesas.
No entanto, à RTP, a inspetora-chefe da Unidade de Combate ao Cibercrime da PJ aponta que será feito um trabalho "mais exaustivo" para tentar perceber se, nos conteúdos apreendidos, existem vítimas portuguesas.
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A "Operação Stream" decorreu entre 10 e 23 de março e, para lá dos 79 detidos, resultou também na identificação de 1.393 suspeitos e apreendidos mais de três mil dispositivos eletrónicos.
A nota da PJ explica que o "Kidflix" foi criado em 2021 e que, até 2025, cerca de 1,8 milhões de utilizadores aderiram a esta plataforma. Cerca de 91 mil vídeos foram partilhados, correspondendo a cerca de 6.288 horas de reprodução contínua.
"Esta plataforma foi criada na dark net, permitia o registo de utilizadores para ter acesso a conteúdos de baixa resolução, mas com pagamento de uma taxa premium tinham acesso a imagens de alta resolução de abuso e exploração sexual de crianças", detalhou a inspetora-chefe da Unidade de Combate ao Cibercrime, à RTP.
Os cidadãos detidos em flagrante delito, em Portugal, tinham 28 e 35 anos e, ao que tudo indica, sem qualquer tipo de antecedentes criminais. Um dos suspeitos ficou em prisão preventiva.
Um dos suspeitos é português, enquanto outro é estrangeiro. Foram localizados pela PJ e os seus dispositivos - que continham conteúdo pornográfico de crianças - apreendidos.
"No decurso das várias diligências encetadas por esta Unidade, foi possível recolher relevantes elementos de prova, nomeadamente equipamentos informáticos com conteúdos de abuso e exploração sexual de crianças", refere a PJ.
"A PJ reafirma o seu compromisso inabalável na luta contra o abuso e exploração sexual de crianças, colaborando em estreita articulação com as suas congéneres internacionais por forma a garantir a proteção das vitimas e a responsabilização dos criminosos", conclui o comunicado.
[Atualizado às 17h45]