03 abr, 2025 - 17:40 • Fátima Casanova
Depois da polémica que causou, o EDULOG, grupo de estudos para a educação da Fundação Belmiro de Azevedo, decidiu retirar “do domínio público” o estudo “Necessidades de Professores: Deficit ou Ineficiência na Gestão da Oferta de Ensino?”.
Este estudo, divulgado a 25 de fevereiro e coordenado pelo antigo ministro David Justino, que incidia sobre a possibilidade da falta de professores estar relacionada com uma gestão ineficiente, indicava que cerca de 40% das escolas públicas tinha menos de 15 alunos.
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No esclarecimento enviado à Renascença, o gabinete de estudos da Fundação Belmiro de Azevedo admite que não é possível retirar essa conclusão, “identificadas que foram divergências nos valores das diferentes bases de dados, decorrentes da natureza e de critérios distintos na constituição” das turmas.
O mesmo esclarecimento diz que “após a identificação pela equipa de investigação de um erro na contagem do número de escolas com menos de 20 alunos, foi realizada uma análise mais alargada ao estudo”.
Para esta nova análise “e para garantir redundância no processo de validação do estudo, foram confrontadas diversas bases de dados relativas à constituição das turmas”.
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Tendo em conta as divergências encontradas, o EDULOG entendeu que “não pode retirar conclusões finais” e decidiu retirar o estudo, com um “pedido de desculpa pela perturbação e pela controvérsia a que a sua divulgação deu lugar”.
A Renascença ao divulgar o estudo do EDULOG não abordou essa conclusão, relativa à dimensão das escolas, por considerar que a sua justificação não era sólida.