Siga-nos no Whatsapp
A+ / A-

Prisões

Guardas da cadeia de Tires em greve de 22 de abril a 31 de maio

03 abr, 2025 - 13:24 • Liliana Monteiro , Olímpia Mairos

O sindicato decidiu também renovar, até ao final do mês, a greve na cadeia do Linhó. Em causa estão problemas como a falta de guardas e o excesso de atividades desnecessárias.

A+ / A-

O Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional (SNCGP) convocou uma greve de 22 de abril a 31 de maio na cadeia feminina de Tires, em protesto contra as falhas de segurança. A paralisação foi marcada após o plenário realizado esta quinta-feira.

Entre as falhas de segurança apontadas estão a falta de guardas, excesso de atividades desnecessárias, excesso de saídas ao exterior para atos médicos desnecessários e necessidade de reorganização de escalas.

Já segue a Informação da Renascença no WhatsApp? É só clicar aqui

Em curso está um abaixo-assinado para exigir o regresso do chefe principal, colocado na cadeia feminina de Tires, em substituição do anterior chefe, que, entretanto, se reformou.

A petição já foi subscrita por cerca de 40 guardas da prisão de Tires.

O novo chefe principal foi colocado em Tires no início de março, mas foi-lhe ordenado o regresso ao local de origem, o estabelecimento da Carregueira, algo motivado por divergências com a diretora-geral da prisão feminina, após o novo responsável ter apontado à direção do estabelecimento prisional falhas graves de segurança.

Na sequência de uma queixa ao diretor-geral da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais apresentada pela diretora do estabelecimento de Tires, o chefe principal foi transferido, voltando à Carregueira.

As guardas de Tires estavam a gostar do método de trabalho do novo chefe e não aceitam a decisão da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais.

O Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional decidiu também prolongar a greve na cadeia do Linhó, em Sintra, até ao final do mês de abril.

Na origem da paralisação, que começou em janeiro, está a “contínua falta de condições de segurança no Estabelecimento Prisional do Linhó, como as agressões a elementos do Corpo da Guarda Prisional comprovam” e a “não resolução de problemas elencados na última reunião entre os representantes do SNCGP, da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP) e do estabelecimento prisional”.

Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

Destaques V+