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Educação

Mais de 44 mil alunos sem os professores todos no fim do 2º período

03 abr, 2025 - 15:42 • Fátima Casanova

As contas feitas pelo Movimento Missão Escola Pública, indicam que a falta de professores nas escolas mantém-se em números semelhantes ao do mesmo período do ano passado.

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O movimento Missão Escola Pública (MEP) alerta que mais de 44 mil alunos continuam sem professor a, pelo menos, uma disciplina no final deste segundo período. O número foi revelado num comunicado em que a organização diz que “o futuro da escola pública não pode continuar a ser adiado”.

Segundo o comunicado da MEP, a que a Renascença teve acesso, este número, dos 44 mil alunos, “resulta da análise dos horários em oferta de escola, ou seja, horários que não encontraram candidato nas listas de reserva de recrutamento”.

Uma situação que leva a MEP a concluir que a falta de professores não pode ser justificada com “substituições temporárias”.

À Renascença, a porta-voz da MEP, Cristina Mota, diz que a ideia de que estes horários sem professores colocados, “resultam de horários de baixa médica, com a duração de uma ou duas semanas, não é viável”.

Cristina Mota diz que “não existe uma diferença significativa em relação aos números do ano passado, o que dá a indicação de que as medidas implementadas não estão a ter o efeito desejado pelo ministro da Educação”.

A porta-voz da MEP diz que faltam professores de Português, Inglês, Francês e Matemática, estas “são as disciplinas mais visadas”, especialmente na Área Metropolitana de Lisboa, Alentejo e Algarve.

MEP pede provas finais do 9º ano em papel

A MEP alerta ainda para o risco de as provas digitais não “garantirem uma equidade efetiva”. Denúncia que “até hoje, não foi divulgado qualquer relatório técnico que fundamente a decisão de manter as provas ModA e as provas finais de ciclo em formato digital”.

Cristina Mota acrescenta que chegou às escolas um inquérito promovido pelo ministério da Educação, com o objetivo de recolher “dados relativamente às necessidades das escolas para garantirem a capacidade digital”. Uma situação que no seu entender “leva a crer que a realização das provas-ensaio mostrou algumas lacunas, que agora pretendem ser colmatadas”.

A MEP considera ainda que este inquérito vem “confirmar que nem todas as escolas têm condições para aplicar provas digitais com equidade”. O movimento considera esta situação “gravíssima”.

Nesse sentido a porta-voz da MEP apela ao ministro da Educação, “que sejam retomadas as provas em formato de papel, pelo menos as que têm peso na avaliação dos alunos”, ou seja, as provas do 9º ano.

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