14 jan, 2025 - 20:07 • Ricardo Vieira
O secretário-geral do PS, Pedro Nuno Santos, confirmou esta terça-feira a candidatura de Alexandra Leitão à Câmara de Lisboa nas eleições autárquicas deste ano.
"A escolha da Alexandra Leitão para Lisboa explica-se de uma forma muito simples. A capital é muito importante, Lisboa está a ser mal governada pelo PSD e pelo presidente de câmara atual e o PS tinha de fazer a sua maior aposta. Alexandra Leitão é a líder parlamentar do PS e é uma das figuras senão a mais importante figura do PS, depois de mim e do presidente do partido", declarou Pedro Nuno Santos.
O líder socialista considera que a candidatura de Alexandra Leitão representa "um sinal da aposta forte que estamos a fazer em Lisboa".
Pedro Nuno Santos considera que na capital "cada vez mais é claro a incapacidade de Carlos Moedas em resolver o problemas como o da higiene e da segurança, da mobilidade e do trânsito na cidade de Lisboa e mesmo o da habitação".
Um presidente de câmara deve ter "a capacidade de realizar e concretizar, e Alexandra Leitão tem esse perfil, essa determinação, essa força, essa capacidade de resolução de problemas", defende o secretário-geral do PS.
"O que é para nós claro é que, da esquerda à direita, começa a ser muito presente a ideia de que Carlos Moedas trabalha bem a sua imagem, mas não consegue resolver problemas aos lisboetas", acusa.
Questionado sobre uma possível aliança à esquerda na corrida à Câmara de Lisboa, Pedro Nuno Santos diz que "Alexandra Leitão é a pessoa certa para governar a autarquia" e não pode falar pelos outros partidos, mas um entendimento "dependente do trabalho que fizermos daqui para a frente".
Mariana Vieira da Silva também era apontada como possível candidata do PS a Lisboa. Pedro Nuno Santos diz que a antiga ministra "é um dos quadros mais importantes do PS" e não confirma nem desmente que será candidata à Câmara de Sintra.
Sobre quando serão anunciados mais nomes às eleições autárquicas, Pedro Nuno defende que o PS "leva muito a sério o processo autárquico" e é o partido com mais candidatos anunciados nesta altura, "ao contrário" do PSD.
"Estamos muito avançados neste processo. Cada sítio é um sítio e os timings são diferentes", sublinhou.
Questionado sobre a ida do ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, à tomada de posse do novo Presidente de Moçambique, Daniel Chapo, o líder do PS respondeu que "é natural que o Estado português se faça representar".
"Deve haver muita prudência na forma como Portugal lida com a situação em Moçambique, um país com quem temos uma relação histórica e de amizade. Portugal tem um papel muito importante na relação com Moçambique e acho que deve preservar essa relação e o seu papel. Considera importante a presença do Estado português na tomada de posse", sublinhou.
O líder socialista considera que Portugal pode tomar parte na "promoção da estabilização da situação política em Moçambique com respeito pela independência de um país com que temos uma relação histórica e secular".
Nesta conferência de imprensa após uma reunião com agentes do setor da Saúde, o líder do PS comentou também as declarações do primeiro-ministro, que disse esta terça-feira que o novo secretário-geral do Governo, Carlos Costa Neves, "está a pagar para trabalhar".
"Eu não sou dos que acho que os políticos ganham pouco. A dimensão salarial é sempre relativa aos salários praticados no país", começou por referir Pedro Nuno Santos.
"O país paga salários baixos e quase nenhum português compreende que se diga que trabalhar por seis mil euros por mês é trabalhar de borla. Acho que o senhor primeiro-ministro deve ter mais cuidado com as palavras que usa, porque isso ofende a maioria do povo português, porque não consegue sequer vislumbrar o dia em que vai ter um salário de seis mil euros por mês", declarou o secretário-geral do PS.
Na tomada de posse de Carlos Costa Neves, o primeiro-ministro agradeceu o esforço e dedicação do novo secretário-geral em aceitar o convite.
“Vai ter de pagar para trabalhar”, disse Montenegro, considerando que a aceitação do cargo tem custos pessoais e financeiros, já que a remuneração de Costa Neves será inferior às duas pensões e à subvenção vitalícia que aufere.