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Parlamento aprova aumento de penas para crimes contra forças de segurança

14 fev, 2025 - 15:12 • Lusa

O diploma foi aprovado esta sexta, em votação final, com os votos contra do PS, Livre, PCP e Bloco de Esquerda. Iniciativa Liberal e PAN abstiveram-se.

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A Assembleia da República aprovou esta sexta-feira uma proposta de lei apresentada pelo Governo para agravar as penas de crimes cometidos contra as forças de segurança e alargar a isenção de custas processuais.

O diploma foi aprovado esta sexta-feira, em votação final global, com os votos contra do PS, Livre, PCP e Bloco de Esquerda. Iniciativa Liberal e PAN optaram pela abstenção.

A proposta de lei foi discutida na generalidade, tendo descido à Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias no dia 20 de dezembro de 2024.

O Governo pretende fazer alterações no Código Penal, nomeadamente em relação aos crimes contra a integridade física. No caso do crime de ofensas à integridade física, a proposta de lei aprovada pretende alargar a pena de prisão para entre 1 e 4 anos no caso de a vítima ser um um agente das forças de segurança ou guarda prisional no exercício das suas funções.

Ainda no crime de ofensas à integridade física, a redação atual do Código Penal estabelece que apenas os crimes cometidos contra agentes da forças de segurança estão livres de queixa. O que o Governo pretende agora é alargar a dispensa de queixa no caso de este crime ser cometido contra profissionais da área da educação e da saúde e ainda contra fiscais de transportes coletivos de passageiros, no exercício das suas funções.

No caso de crime de ofensas à integridade física qualificada, a pena de prisão no caso de a vítima ser agente das forças de segurança será de entre 1 e 5 anos.

A proposta de lei aprovada prevê ainda alargar a isenção de custas processuais para guardas prisionais, profissionais de educação e de saúde, assim como para fiscais de transportes coletivos de passageiros, quando vítimas de crime durante o exercício das suas funções.

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