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Montenegro felicita Macron pelo papel na busca da paz "com a Ucrânia e com a Europa"

27 fev, 2025 - 20:42 • Manuela Pires

O primeiro-ministro português e o Presidente francês estiveram juntos de novo no CCB, depois do encontro na residência oficial em São Bento, para a passagem de testemunho da Conferência dos Oceanos que se realiza este ano em Nice.

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Luís Montenegro felicitou esta quinta-feira Emanuel Macron pelo trabalho que tem desenvolvido, nas últimas semanas, na defesa de um processo de paz na Ucrânia, “com a Ucrânia e a Europa”.

No discurso proferido no Centro Cultural de Belém (CCB), o primeiro desta visita oficial de dois dias do Presidente francês, o primeiro-ministro português sublinhou o papel da Europa e da Ucrânia no processo do cessar-fogo.

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“Eu quero, nesta ocasião, congratular o Presidente Emmanuel Macron pela sua postura e pelo trabalho que tem evidenciado e que nas últimas semanas tem estado muito, muito notado, precisamente para, no contexto internacional, dar passos positivos para que possamos ter um processo de paz na Ucrânia, com a Ucrânia, com a Europa”, referiu Luís Montenegro.

O primeiro-ministro considerou que há ainda outros pontos no globo onde é necessário acabar com os conflitos.

"Cher Emmanuel". Ucrânia, oceanos e chuva marcam primeiro dia de visita de Macron a Portugal
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“Para que possamos noutras geografias também caminhar para termos maior estabilização dos conflitos, a superação desses conflitos e um mundo onde os direitos das pessoas sejam sempre salvaguardados e estejam sempre na prioridade daqueles que têm as responsabilidades públicas”, referiu.

“Sobre os desafios que hoje temos diante de nós para assegurar mais paz, a proteção dos nossos valores mais relevantes, os valores da democracia, os valores do direito internacional, os valores da dignidade das pessoas, os valores da prosperidade, os valores da responsabilidade que todos temos de valorizar as vidas humanas e de valorizar o desenvolvimento em todos os cantos do mundo”, concluiu Luís Montenegro.

No primeiro discurso desta visita oficial de dois dias, onde se assinalou a passagem de testemunho de Portugal para França que vai organizar em junho em Nice a terceira conferencia sobre os oceanos, Emanuel Macron falou na necessidade de encontrar um bem comum porque o multilateralismo “deslocou-se” e o mundo está cada vez mais fragmentado.

“Vemos bem como o mundo se fragmenta. Vemos bem os nossos valores, que se baseiam num universalismo, numa cooperação em que o multilateralismo se desloca. Conseguir cooperar e agir juntos, para o que é um bem comum do planeta, e então da humanidade. Isso tem de ser preservado”, avisou o Presidente francês, no CCB.

Macron elogiou Portugal pelo trabalho feito em 2022 na 2.ª Conferência dos Oceanos e também na preservação e proteção das áreas marinhas.

“Portugal é uma fonte de inspiração, em 2021 Portugal criou a maior área marinha protegida da europa e em outubro do ano passado os Açores aprovaram áreas marinhas protegidas em 30% do mar em redor do arquipélago, o que faz com que seja a maior área protegida do Atlântico Norte”, referiu Macron.

“Temos ainda muito trabalho pela frente e convencer os outros que é preciso passar de 9% para 30% da área protegida nos oceanos”, defendendo a criação de um pacto europeu dos oceanos.

“Com efeito a maior parte do fundo dos oceanos é desconhecida e não está cartografada. Existem recursos inestimáveis, principalmente genéticos, que poderiam fazer avançar a ciência, a saúde humana, de maneira decisiva. E é por isso que, ao lado da União, vamos trabalhar, para este Pacto Europeu, para o oceano, que aprovaremos antes do verão, e que deve marcar o lançamento de novas estratégias de exploração dos nossos oceanos”, revelou o Presidente francês.

Este ponto da agenda devia ter ocorrido no navio Santa Maria Manuela, que vai estar em Nice na Conferência dos Oceanos em junho, mas foi alterado para uma sala do CCB devido à chuva intensa que caiu esta tarde em Lisboa.

"Cher Macron"

No discurso que começou em francês por saudar “Querido Emanuel”, Luís Montenegro elegeu como ponto alto desta visita de Estado a assinatura de um tratado de amizade e cooperação entre os dois países que vai relançar as relações entre Lisboa e Paris.

“Esta visita, dizia eu, será marcada por um momento alto, que será a assinatura de um Tratado de Amizade e Cooperação, que será um instrumento determinante para o fortalecimento das relações bilaterais entre Portugal e a França nos próximos anos”, referiu Luís Montenegro.

“Assinaremos também mais nove instrumentos bilaterais, entre os quais está esta Declaração dos Oceanos, que será mais um compromisso no qual nós vamos partilhar o nosso propósito de proteger e aproveitar o recurso que o Oceano nos propicia e cuja responsabilidade temos todos diante de nós poder assegurar nas suas várias expressões”, defendeu.

Este ponto da agenda da visita oficial durou pouco mais de 30 minutos, e o Presidente francês e o primeiro-ministro saíram por uma porta ao fundo do placo, e evitarem assim os jornalistas.

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