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LEGISLATIVAS 2025

Lista de candidatos do PS de Braga foi chumbada. Decisão final nas mãos de Pedro Nuno Santos

02 abr, 2025 - 01:29 • Susana Madureira Martins

Reunião “animada” da comissão política de Braga acaba com chumbo da lista que foi a votos. Pedro Nuno Santos tem agora nas mãos a decisão final e o futuro de José Luís Carneiro.

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A lista de candidatos a deputados do PS de Braga às legislativas de maio foi chumbada na madrugada desta quarta-feira durante a reunião da comissão política distrital. O resultado final da votação foi de 38 votos contra e 31 votos a favor da lista.

A ex-eurodeputada Isabel Estrada Carvalhais era a cabeça de lista por Braga, seguida de Hernâni Loureiro, chefe de gabinete do líder do PS, Pedro Nuno Santos. A lista segue agora para as mãos do secretário-geral do partido que terá a decisão final.

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Numa reunião que diversas fontes do PS de Braga relatam à Renascença ter sido “animada”, a própria Isabel Estrada Carvalhais terá contestado a composição da lista pelo facto de o número dois ser o chefe de gabinete de Pedro Nuno e preferindo ter ao seu lado o ex-ministro José Luís Carneiro.

Braga é, exatamente, o único círculo eleitoral pelo qual Carneiro admite ser cabeça de lista, tendo, de resto, recusado encabeçar a lista por Coimbra, tal como a Renascença avançou esta terça-feira. O futuro do dirigente socialista está agora nas mãos de Pedro Nuno Santos.

Ainda segundo fontes do PS local, para além de Isabel Estrada Carvalhais, a contestação terá sido liderada por membros da concelhia do PS distrital de Guimarães, que terão ficado desagradados com a composição da lista de candidatos.

A Comissão Política Nacional do PS reúne-se esta quarta-feira à noite, na sede do partido, em Lisboa, e irá ratificar as listas das diversas distritais, ainda com algumas distritais por fechar, como é o caso de Braga.

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  • José Azevedo
    02 abr, 2025 Porto 10:30
    José Luís Carneiro, não é um socialista qualquer, foi um excelente ministro da Administração Interna, e disputou a secretário geral com Nuno Santos. Os portugueses gostam dele, o partido socialista ganha muito com ele.
  • José Pereira
    02 abr, 2025 Amora 08:28
    Em Setúbal foram 27 Contra 3 Abstenções e 1 Nulo, numa lista aprovada por 55% nunca visto antes, resultado da falta de ética e a transparência nestes processos... O que ontem era mentira, hoje é verdade. E ninguém se espanta. Assistimos, boquiabertos, ao circo nojento da escolha de possíveis candidatos a candidatos à Assembleia da República. Um desfile de nulidades, parasitas e carreiristas que só estão ali para se encostar ao sistema e sugar até à última gota. O nível é subterrâneo, a falta de vergonha é total. Depois, fazem-se de vítimas e perguntam-se porque é que a política se transformou numa novela rasca. Não há mistério: a Assembleia da República é hoje um teatro decadente onde a ignorância se aplaude e a competência se execra. Para as televisões, é um festim. Casos e "casinhos" abrem os telejornais em horário nobre, com malas, apartamentos e tudo o que é relacionado com negócios imobiliarios a juntar à corrupção generalizada a servirem de isco para audiências sedentas de escândalo. Até os jornalistas, transformados em marionetas do espetáculo, já nem se dão ao trabalho de esconder o oportunismo. Afundámos a política num lodaçal. Enterrámos a seriedade. Assassinámos o mérito. E os que ainda tentam remar contra a maré são esmagados por esta máquina de podridão. E não, a culpa não é dos partidos. A culpa é dos vendilhões do templo. Da corja de "chicos-espertos" que, à força do dinheiro sujo, compram copos, oferecem jantares e distribuem favores nos bastidores sombrios das irmandades, dos lobbies de género e de outras seitas que se julgam donas do poder. Tudo isto temperado com um nepotismo descarado, onde esposas, amantes, filhos e filhas desfilam impunemente pelos corredores do poder, alguns embrulhados em fatos caros, outras em vestidos de lantejolas, todos eles seguros de que o sistema continuará a protegê-los, porque "é assim que as coisas funcionam". E para quem não tem o nome certo ou os contactos certos, há sempre outra estratégia: subir na carreira na horizontal, vendendo favores sob os lençóis, onde a ambição se sobrepõe à dignidade e a ascensão é garantida a troco do preço certo. Vergonha! Tenham um mínimo de decência para perceber que ser deputado não é andar embrulhado num fato caro, nem lamber botas de assessores, nem garantir um lugar na lista através de negociatas de bastidores, rituais secretos ou favores cruzados. A Caixa de Pandora foi aberta quando perceberam que se pode ganhar mesmo perdendo. E, desde então, esta selva de mentecaptos tornou-se uma fábrica de ignorância, onde os canalhas se alimentam da estupidez alheia para manter o poder. A política foi sequestrada. E quem devia fazer algo continua a assistir, calado, cúmplice ou rendido.
  • José Pereiras
    02 abr, 2025 Amora 07:32
    Em Setúbal, Braga , Lisboa e por aí adiante, o desconforto é enorme sobre a ética e a transparência nestes processos... O que ontem era mentira, hoje é verdade. E ninguém se espanta. Assistimos, boquiabertos, ao circo nojento da escolha de possíveis candidatos a candidatos à Assembleia da República. Um desfile de nulidades, parasitas e carreiristas que só estão ali para se encostar ao sistema e sugar até à última gota. O nível é subterrâneo, a falta de vergonha é total. Depois, fazem-se de vítimas e perguntam-se porque é que a política se transformou numa novela rasca. Não há mistério: a Assembleia da República é hoje um teatro decadente onde a ignorância se aplaude e a competência se execra. Para as televisões, é um festim. Casos e "casinhos" abrem os telejornais em horário nobre, com malas, apartamentos e corrupção a servirem de isco para audiências sedentas de escândalo. Até os jornalistas, transformados em marionetas do espetáculo, já nem se dão ao trabalho de esconder o oportunismo. Afundámos a política num lodaçal. Enterrámos a seriedade. Assassinámos o mérito. E os que ainda tentam remar contra a maré são esmagados por esta máquina de podridão. E não, a culpa não é dos partidos. A culpa é dos vendilhões do templo. Da corja de "chicos-espertos" que, à força do dinheiro sujo, compram copos, oferecem jantares e distribuem favores nos bastidores sombrios das irmandades, dos lobbies de género e de outras seitas que se julgam donas do poder. Tudo isto temperado com um nepotismo descarado, onde esposas, amantes, filhos e filhas desfilam impunemente pelos corredores do poder, alguns embrulhados em fatos caros, outras em vestidos de lantejolas, todos eles seguros de que o sistema continuará a protegê-los, porque "é assim que as coisas funcionam". E para quem não tem o nome certo ou os contactos certos, há sempre outra estratégia: subir na carreira na horizontal, vendendo favores sob os lençóis, onde a ambição se sobrepõe à dignidade e a ascensão é garantida a troco do preço certo. Vergonha! Tenham um mínimo de decência para perceber que ser deputado não é vestir um fato caro, nem lamber botas de assessores, nem garantir um lugar na lista através de negociatas de bastidores, rituais secretos ou favores cruzados. A Caixa de Pandora foi aberta quando perceberam que se pode ganhar mesmo perdendo. E, desde então, esta selva de mentecaptos tornou-se uma fábrica de ignorância, onde os canalhas se alimentam da estupidez alheia para manter o poder. A política foi sequestrada. E quem devia fazer algo continua a assistir, calado, cúmplice ou rendido.

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