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LEGISLATIVAS 2025

"Vamos ganhar". PS "não se condiciona nem altera o ânimo por sondagens"

02 abr, 2025 - 23:12 • Susana Madureira Martins

Pedro Nuno Santos assume “dificuldades” para manter “equilíbrios” nas listas de candidatos. O líder do PS evitou falar de casos concretos como o da lista de Braga que foi chumbada na comissão política distrital e que acabou por ser encabeçada, de novo, por José Luís Carneiro.

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O líder do PS reconheceu as “dificuldades” que as distritais do partido e a direção nacional tiveram na composição das listas de candidatos às legislativas de maio. Pedro Nuno Santos diz que o partido não desanima com as sondagens e aponta à vitória nas legislativas de 18 de maio. Definiu prioridades para a campanha e avisou: "não me peçam para facilitar a vida ao candidato do PSD".

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Falando na abertura da Comissão Política do PS que decorreu esta quarta-feira à noite na sede do partido, em Lisboa, Pedro Nuno Santos assumiu que teve “dificuldades” em garantir os “equilíbrios” das listas.

Numa intervenção à porta fechada, perante os dirigentes nacionais, o líder do PS evitou falar de casos concretos como o da lista de Braga que foi chumbada na comissão política distrital e que acabou por ser encabeçada, de novo, por José Luís Carneiro.

Na intervenção inicial, o líder socialista não se referiu tão pouco ao facto de deixar de fora o deputado Paulo Pisco da lista do círculo eleitoral pela Europa, tendo sido substituído por Emília Ribeiro, conselheira das comunidades em Paris.

Segundo relatos feitos à Renascença, Pedro Nuno Santos também explicou aos dirigentes nacionais do PS algumas das linhas do programa eleitoral que será oficialmente apresentado no sábado, em Lisboa.

"Vamos cobrir no programa as áreas que preocupam. Nos rendimentos e impostos vamos ter uma abordagem diferente da direita", disse Pedro Nuno Santos aos conselheiros, acrescentando que quer "reduzir impostos que todos pagam e que pesam mais em quem ganha menos". As áreas da Habitação e da Saúde são as prioridades do PS, duas áreas onde o líder socialista considera que "este Governo foi incompetente".

Tal como tem dito ao longo das últimas semanas desde que a crise política começou, Pedro Nuno Santos disse aos dirigentes nacionais que não desejou estas eleições e que o PS deu "todas as condições ao Governo", posicionando o partido como "um elemento ativo da estabilidade política", elencando, de novo, a moção de rejeição do programa de Governo, a eleição do Presidente do Parlamento, a viabilização do Orçamento do Estado e as duas moções de censura.

PS "não se condiciona, nem altera o ânimo por sondagens"

Confrontado, nas últimas horas, com mais uma sondagem, a da Universidade Católica, que dá novo empate técnico entre a AD e o PS, Pedro Nuno Santos disse ainda na parte à porta fechada que o partido "não se condiciona, nem altera o ânimo por sondagens", assumindo-se convicto que os socialistas vão ganhar as eleições legislativas de maio.

"Vamos ganhar. Há um ano estávamos atrás em todas as sondagens e com desvantagem em algumas de 6 pontos e ficámos a menos de 1%.", concluiu, dizendo: "Vamos bater-nos com força para ganhar estas eleições".

"Não me peçam para facilitar a vida do candidato do PSD"

Na intervenção que fez aos dirigentes nacionais do PS, Pedro Nuno Santos não deixou de abordar a questão ética relacionada com a empresa da família do primeiro-ministro.

O líder socialista insiste em levar o tema para a campanha, mesmo que não se centre nele.

"Já sabemos o suficiente sobre este Governo e o seu líder. O centro da campanha não vai ser Luís Montenegro, mas as questões dele não podem ser ignoradas.

Não me peçam para facilitar a vida do candidato do PSD. Não temos um homem sério a governar o país. E projeto e liderança são duas faces da mesma moeda", disse o secretário-geral socialista.

Pedro Nuno acusou o Governo da AD de "enganar" com a descida do IRS, com o número de professores, com a greve do INEM e "agora" com o reembolso do IRS. "Hoje [quarta-feira] vimos um espetáculo degradante e vergonhoso para quem acredita numa democracia avançada", referindo-se ao Conselho de Ministros realizado no mercado do Bolhão, no Porto.

"Este Governo usa obras para as quais contribuiu zero", atirou.

Carneiro quer “servir” o país “independentemente” do lugar que ocupa

Antes de a reunião da Comissão Política começar, ainda o secretariado nacional do PS estava reunido, o dirigente socialista e ex-ministro José Luís Carneiro disse à chegada ao Largo do Rato que quer “servir Portugal e servir os portugueses”, horas depois de ter sido confirmado como cabeça de lista do PS por Braga.

Questionado pelos jornalistas se obteve aquilo que queria, Carneiro respondeu que “servir” o país é “aquilo que todos nós queremos independentemente dos lugares que cada um ocupa, momentaneamente”.

O dirigente socialista aproveitou, entretanto, por dar uma bicada ao que considerou a “arruada” do primeiro-ministro, após o Conselho de Ministros desta quarta-feira em pleno mercado do Bolhão, no Porto.

Carneiro exige “compromissos claros, servir as pessoas” e que se coloque “o Estado ao serviço do país e da sociedade e não colocar o Estado ao serviço daquilo que hoje mais parecia uma arruada no Porto feito pelo Governo da República”.

[notícia atualizada]

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