03 abr, 2025 - 22:51 • Redação
Ana Caldeira, vice-presidente do Conselho de Jurisdição do Chega, responde em tribunal pelos crimes de burla qualificada e falsificação de documentos, avança a SIC esta quinta-feira.
A também jurista do grupo parlamentar é acusada de ter tentado enganar um ex-sócio, utilizando a assinatura de uma mulher que morreu em 2015.
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Segundo o despacho do Ministério Público, a que a “SIC” teve acesso, os factos remontam a março de 2022.
Nessa altura, Ana Caldeira terá convencido um antigo sócio a emprestar-lhe 6 mil euros, afirmando que o montante se destinava a uma cliente em situação urgente, prometendo devolver 10 mil euros no prazo de seis meses.
O acordo ficou formalizado através de dois documentos legais — um contrato de confissão de dívida e um Termo de Autenticação — registados na plataforma da Ordem dos Advogados.
Ambos os documentos estavam alegadamente assinados por Maria Amélia Martins, identificada como a cliente em causa. Contudo, apurou-se que Maria Amélia Martins faleceu em março de 2015, sete anos antes do acordo.
De acordo com o Ministério Público, Ana Caldeira terá falsificado a assinatura da mulher falecida "com o objetivo de fazer sua a quantia de 6 mil euros". Embora o valor inicial tenha sido devolvido, os juros prometidos não foram pagos.
André Ventura está a ultimar as listas de candidatos a deputados e, sabe a Renascença, o Chega está a pedir registo criminal e declarações de não-dívida às Finanças e à Segurança Social aos candidatos.
A ideia é evitar crises internas que envergonham o partido, como o caso de Miguel Arruda, ex-deputado do Chega acusado de roubar malas.