05 abr, 2025 - 18:28 • Lusa
O porta-voz do Livre, Rui Tavares, defendeu este sábado um "compromisso histórico" das esquerdas para as eleições legislativas de 18 de maio, com temas intocáveis como a defesa do SNS ou o investimento público no ensino.
Em declarações aos jornalistas, à margem de uma manifestação da CGTP, em Lisboa, Rui Tavares defendeu que deve "haver um compromisso histórico" para que a esquerda, um "programa comum" em que há temas "intocáveis" como a defesa do Serviço Nacional de Saúde (SNS), e "não vai ter privatizações", e que "vai haver mais investimento público na área do ensino".
Esse entendimento de esquerda também deve alargar-se, disse o deputado, ao investimento na área das infraestruturas, nos trabalhadores da administração pública e a uma posição comum na transição ecológica.
Na "área europeia e internacional" disse que o Livre e esquerda devem bater-se "para que haja flexibilidade nos investimentos sociais e na transição ecológica a nível europeu", entendendo-se também no reconhecimento da independência da Palestina e no apoio à Ucrânia.
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"Com este programa, com estes mínimos, com este chão comum, nós podemos ir mais além. E estou a crer que se essa mensagem for passada, pode fazer mexer as sondagens e pode fazer mexer as eleições", afirmou o deputado do Livre.
Na sexta-feira, Rui Tavares insistiu na disponibilidade para fazer parte de um governo liderado pelos socialistas e acrescentou que, para haver condições de governabilidade à esquerda, o "PS deve procurar ter mais votos e mais mandatos do que a AD e o Livre procurar ter mais votos e mais mandatos do que a Iniciativa Liberal".
Tavares estabeleceu o objetivo de aumentar o grupo parlamentar nas próximas legislativas e instou o PS a conquistar votos ao centro para garantir a governabilidade.
Também na manifestação da CGTP, o secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, também foi confrontado com a possibilidade de um entendimento à esquerda.
Paulo Raimundo começou por pedir um reforço na votação na CDU nas eleições de 18 de maio e depois respondeu em tom interrogativo: "Alguma vez já viu o PCP faltar aos salários, às pensões, à habitação, contra as injustiças, contra as desigualdades, para tirar mais de dois milhões de pessoas da pobreza?".
"Já outros não podem dizer o mesmo. E essa pergunta tem de ser feita àqueles que falharam, não a nós, nunca falhámos", disse, sem apontar a quem se referia.