14 jan, 2016 - 14:59
Face aos receios de Portugal poder não cumprir as metas do défice, Maria de Belém afirma-se optimista, mas alerta que “nunca podemos dizer que as dificuldades passaram”.
“Estão em sempre a pensar em cenários complexos, e eu tenho uma perspectiva optimista das coisas. Estou sempre a pensar que vamos conseguir fazer tudo a que nos propusemos fazer”, admitiu a candidata presidencial, esta quinta-feira em Sintra e com mais disponibilidade para comentar questões de governação.
Questionada sobre se “o pior da crise já passou”, Maria de Belém respondeu que “o mundo globalmente está com uma grande turbulência. Nunca podemos dizer que as dificuldades passaram, porque hoje vivemos de uma forma interdependente. Agora, espero que as condições de vida dos portugueses melhorem”.
A estratégia de Maria de Belém mudou, e, ao quinto dia de campanha, a candidata começou a responder a perguntas dos jornalistas sem se irritar. À pergunta sobre o impasse entre sindicatos e Governo em relação ao diploma do PS da reposição das 35 horas de trabalho, a candidata já não chutou para canto e respondeu que “deve-se sempre apostar em que as pessoas cheguem a acordo”.
“Há sempre estes momentos, é o momento para a negociação, que é muito importante para a democracia. Acho que ninguém deve intervir num processo negocial em curso, muito menos quem é candidato à Presidência da República ou quem é Presidente da República”, apontou.
A candidata presidencial começou o dia a comer travesseiros em Sintra, reconhecendo que os prefere às também famosas queijadas.