16 jan, 2016 - 23:48
A recordação da crise académica de 1969 em Coimbra foi a oportunidade para Maria de Belém dar conselhos aos estudantes para que enfrentem os medos e, em simultâneo, como que a explicar implicitamente porque é que chegou a este dia como candidata à presidência da República.
“Às vezes é muito difícil fazer alguma coisa, às vezes estamos mesmo a ver que quando aceitamos determinadas coisas estamos a imolar-nos, mas às vezes não temos outra forma de estar se não aceitar isso mesmo porque há sempre alguma coisa que se transformará para melhor”, disse.
Maria de Belém aproveitou para dar uma ferroada aos que falam agora de um “tempo novo”. “Para mim o 25 de Abril é que foi o tempo novo, não há outro. E foi um tempo em que essa coragem de vencer o medo foi construído em união e essa também é uma marca distintiva de Coimbra porque em Coimbra as pessoas ajudavam-se umas às outras, não eram concorrentes umas das outras. Fico muito agradada por ver pessoas 50 anos depois, numa época em que a mensagem é uma mensagem de individualismo e do ‘cada um por si’, que Coimbra possa continuar a cultivar a solidariedade como um valor”, acrescentou.
Uma tertúlia com elementos de diversas repúblicas de Coimbra, onde também esteve presente o dirigente socialista Alberto Martins, apoiante de Maria de Belém.