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Papa sobre proteção de menores: “A dor não se arquiva, cura-se”

25 mar, 2025 - 11:02 • Aura Miguel

Em mensagem enviada aos participantes na Assembleia Plenária da Comissão Pontifícia para a Tutela de Menores, o Santo Padre refere que a prevenção dos abusos “não é uma manta que encobre emergências, mas é um dos alicerces sobre os quais construir comunidades fiéis ao Evangelho”.

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”Onde há uma criança ou pessoa vulnerável em segurança, é Cristo a ser servido e honrado”, considera o Papa.

Numa mensagem enviada aos participantes na Assembleia Plenária da Comissão Pontifícia para a Tutela de Menores, o Santo Padre refere que a prevenção dos abusos “não é uma manta que encobre emergências, mas é um dos alicerces sobre os quais construir comunidades fiéis ao Evangelho”.

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Francisco recorda que o trabalho desta comissão não se limita a aplicar protocolos e tem como objetivo implementar as seguintes medidas de proteção: “uma formação que educa, um controle que previne, uma escuta que restitui dignidade”. Para o Papa, estas práticas de prevenção, mesmo nas comunidades mais remotas, ajudam a que cada criança e cada pessoa vulnerável, encontre um ambiente seguro na comunidade eclesial. “Este é o motor do que deveria ser para nós uma conversão integral”, sublinha.

No final da Mensagem, o Papa pede três compromissos aos participantes: Crescer no trabalho comum com os Dicastérios da Cúria Romana; oferecer hospitalidade às vítimas e aos sobreviventes, cuidar das feridas da alma e escutar com o ouvido do coração, "para que cada testemunho não encontre apenas registros para preencher, mas vísceras de misericórdia das quais renascer”; e por fim, construir alianças com entidades extra-eclesiais (autoridades civis, especialistas e associações), “para que a proteção se torne uma linguagem universal”.

Francisco conclui o texto, assinado com a data de 20 de março, ainda no Hospital Gemelli, com um pedido muito especial: “Continuem a ser sentinelas que vigiam enquanto o mundo dorme. Que o Espírito Santo, mestre da memória viva, nos preserve da tentação de arquivar a dor em vez de a curar”.

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