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Cultura

"Fogo do Vento" de Marta Mateus vence prémio Melhor Primeiro Filme Internacional em Itália

05 abr, 2025 - 21:09 • Lusa

"Fogo do Vento" obteve o Prémio Especial do Júri no Avant-Garde Film Festival de Atenas, o Prémio Especial do Júri Fipresci (federação internacional de críticos de cinema) no Festival de Gijón, em Espanha, e o Prémio de Melhor Realização no Festival Caminhos do Cinema Português, em Coimbra.

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O filme "Fogo do Vento", de Marta Mateus, conquistou este sábado o prémio de Melhor Primeiro Filme Internacional, no Festival de Busto Arsizio, em Itália, anunciou o júri do certame, que destacou a "linguagem pessoal" da realizadora portuguesa.

"Fogo do Vento", o único filme português em competição no festival italiano, "é uma fábula que percorre passado, presente e futuro, capaz de narrar, com uma linguagem pessoal, o crepúsculo do mundo rural e proletário", justificou o júri, no anúncio do prémio.

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O filme teve estreia mundial no ano passado, no Festival de Locarno, tendo depois sido selecionado para festivais como os de Nova Iorque, Londres BFI, Tóquio, Viennale, na capital austríaca, e Valdivia, no Chile.

Entre outros prémios, "Fogo do Vento" obteve o Prémio Especial do Júri no Avant-Garde Film Festival de Atenas, o Prémio Especial do Júri Fipresci (federação internacional de críticos de cinema) no Festival de Gijón, em Espanha, e o Prémio de Melhor Realização no Festival Caminhos do Cinema Português, em Coimbra.

"Fogo do Vento", uma coprodução da portuguesa Clarão Companhia, com a suíça Casa Azul Films e a francesa Les Films d"Ici, sucede à premiada curta-metragem "Farpões Baldios", da realizadora, estreada no Festival de Cannes, na Quinzena dos Cineastas, em 2017.

A primeira longa-metragem de Marta Mateus "acompanha alguns dos protagonistas desse filme, aprofundando histórias de uma comunidade alentejana", descreve o comunicado da Portugal Film, hoje divulgado sobre a obra.

O filme "convoca a memória das gerações anteriores", indo "da resistência à ditadura salazarista ao tempo presente, numa reflexão sobre guerra e paz", acrescenta esta agência de cinema português.

A cineasta, na nota de intenções, citada pela Portugal Film, descreve a obra: "Um dia, no Verão de 2017, apareceu-me um touro negro no pensamento. Dias depois, chegou-me a imagem de um incêndio, de terra queimada. Aprendi a dar atenção aos signos, aos sonhos, às visões, a guardar os mais leves prenúncios presentes numa ideia, num sopro de vento. Essas são as imagens inaugurais a partir das quais fui tecendo uma trama que cruza as vivências das pessoas da minha comunidade no Alentejo, as imagens das nossas memórias e as que a imaginação inventa".

"Fogo do Vento" vai ter a estreia comercial em salas portuguesas em setembro, depois do verão.

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