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Concerto

88 anos depois, a Renascença continua a promover a dignidade humana, diz Patriarca de Lisboa

06 abr, 2025 - 00:30 • Ana Catarina André

No concerto da Orquestra Johann Strauss de Viena, que assinalou o aniversário da rádio, D. Rui Valério destacou o papel deste meio de comunicação na construção de uma "sociedade mais justa" e "mais livre"

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Foto: Sara Falcão / Rita Gazzo
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O Patriarca de Lisboa, D. Rui Valério, considera que a Renascença, que este mês comemora 88 anos, continua a pautar-se por valores como a verdade e a justiça “em ordem à promoção da dignidade do ser humano”.

“Continua a ser esta a forma como a Renascença consegue transformar aquilo que é a mensagem e a essência do Evangelho em alimento construtor de uma sociedade mais justa, mais livre, mais verdadeira”, disse o bispo de Lisboa que este sábado, dia 5, esteve no concerto da Orquestra Johann Strauss de Viena, no Meo Arena, em Lisboa, um evento que assinalou o aniversário da criação da emissora católica.

No atual contexto em que as “fake news e a pós-verdade fazem parte do quotidiano” e inspiram “erradamente as sociedades”, o Patriarca afirma que a Renascença é “um alicerce essencial para a transformação dessa mentalidade um bocadinho doentia”.

“Isso hoje verifica-se permanentemente no contexto dos conflitos bélicos a nível internacional e no setor da economia e vai ter repercussões tanto ao nível da cultura, como ao nível da educação. Por isso, quando a Renascença se faz promotora de verdade está a configurar uma sociedade que é possível na dignidade e na promoção da dignidade de cada ser humano”, frisou.

"Uma voz livre e independente", diz o cónego Paulo Franco

Presente, também, no concerto que reuniu dez mil pessoas, na maior sala de espetáculos do País, o cónego Paulo Franco, presidente do Grupo Renascença Multimédia, disse que, mais de oitenta anos depois, “continua a fazer sentido que a Igreja possa ter uma voz livre e independente” e “um canal para transmitir essa voz que, de alguma forma, anime a construção de uma sociedade com estes princípios”.

Foto: Sara Falcão / Rita Gazzo
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Foto: Sara Falcão / Rita Gazzo
Foto: Sara Falcão / Rita Gazzo
Foto: Sara Falcão / Rita Gazzo

Para o cónego Paulo Franco, o concerto da Orquestra Johann Strauss de Viena comemora a missão da Renascença, que é “a missão da Igreja: a de transmitir a verdade em que acredita, e que acreditamos todos que faz bem à sociedade”.

“Estamos a falar de uma verdade que deve animar a sociedade para a tornar mais justa, mais igual, com todos aqueles princípios e valores que tornam a sociedade mais plena, e essa é uma responsabilidade que a Renascença tem”, refere o responsável que acrescenta que, diante dos obstáculos que os grupos de comunicação enfrentam atualmente, a Renascença “deve fazer um trabalho mais verdadeiro, mais pleno, mais real”. De acordo com o presidente do Grupo Renascença Multimédia, essa é a forma de cumprir a sua missão, denunciando também “aquelas formas que não concorrem e não ajudam à construção de uma sociedade livre e justa”.

A Orquestra Johann Strauss de Viena, que este sábado esteve pela primeira vez em Portugal, trouxe a Lisboa algumas das mais conhecidas músicas do compositor austríaco Johann Strauss II. Dirigida pelo Maestro austríaco Alfred Eschwé, é composta por 55 músicos que usam os mesmos instrumentos de há quase dois séculos.

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