Siga-nos no Whatsapp
Henrique Raposo n´As Três da Manhã
Segundas e sexta-feiras, às 9h20, n'As Três da Manhã
A+ / A-
Arquivo
Kamala faria com a Ucrânia o mesmo que Trump
Ouça aqui o comentário

Henrique Raposo

Kamala faria com a Ucrânia o mesmo que Trump

28 fev, 2025 • Sérgio Costa , Olímpia Mairos


O comentador aborda as críticas de líderes europeus ao acordo entre Kiev e Washington para a exploração de minerais em troca de apoio norte-americano.

O comentador da Renascença Henrique Raposo entende que Kamala Harris faria com a Ucrânia, caso fosse Presidente dos Estados Undios, o mesmo que Donald Trump está a fazer.

“Com a Kamala, estaríamos no mesmo momento, a fazer exatamente a mesma coisa”, diz Raposo, advertindo que “temos que conseguir distinguir aquilo que é a estupidez incrível do Trump, mas que está a um nível discursivo da realidade dos factos”.

“Um exemplo muito claro: ele tem dito que a NATO vai acabar. Mas as Lajes estão vazias? Não estão. Rammstein na Alemanha está vazia?”, questiona.

Esta sexta-feira, Zelensky vai firmar nos Estados Unidos um acordo com a administração Trump para a exploração de minerais pelos Estados Unidos, em troca de apoio norte-americano, com o Presidente Marcelo a alertar que não pode ser uma rendição disfarçada, já depois de Macron ter alertado para a eventual capitulação de Kiev.

“É um exagero da parte do Macron e de Marcelo. Acho que vivemos numa época um bocado estranha, porque a realidade é que estamos sempre a comentar o comentário que já era um comentário do comentário do comentário. Isto iria acontecer com a Kamala”, diz Raposo.

O comentador insiste que isto “iria acontecer com outros líderes europeus, porque estamos há três anos nisto, e há um empate. E quando há um empate nas guerras, há acordos de paz, há negociações”.

“Capitular, capitular foi o que o Obama fez em 2014. A guerra começou em 2014, quando a Rússia invadiu a Crimeia. Isso é que foi capitular. Em 2022, não capitulamos. Estamos a ajudar a Ucrânia no melhor, com o máximo possível. E mais, o cenário é um desastre para a Rússia. A Rússia já perdeu 700 mil homens”, destaca.

No seu espaço de comentário n’As Três da Manhã, Raposo assinala ainda que “a Ucrânia conseguiu manter 80% do seu território”, sublinhando que “é uma vitória para o Ocidente, para a Europa e para a Ucrânia”.

“Agora, temos que chegar a um acordo”, defende Raposo, apontando como passo seguinte “europeus e americanos, envolverem-se diretamente com a Rússia, na Ucrânia”.

Já em relação à posição da Europa, que sempre disse que há que preservar a integridade do território ucraniano, o comentador observa que “uma coisa é a teoria, outra coisa é a prática”.

“A Europa tem que saber, tem que se habituar, que entrou num período histórico, onde aquilo que tivemos durante 30 ou 40 anos foi uma paz histórica ou um momento pós-histórico; o fim da história, se quiser, acabou. E estamos a voltar àquilo que sempre existiu. Acordos de paz, divisão de território, etc”, lembra.

Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

  • NATO-Europa já
    28 fev, 2025 Europa 12:20
    A NATO como a conhecemos, acabou. Quanto mais depressa os lideres europeus perceberem isso e que não vale a pena estar a "aguentar" à espera da próxima administração americana, que até pode ser liderada por Vance, melhor. Os países lideres europeus com o minimo de capacidade para fazer algo de relevante - Alemanha, Polónia, França, Inglaterra, Itália, Noruega, Suécia, Finlândia, Espanha - que comecem a pensar numa "NATO-Europa" à qual mete-nojos que jogam pela Rússia - Hungria e Eslováquia - estão vetados à partida, não haverá estropício de "unanimidade" mas Maioria Qualificada, e quem quiser aderir, tem de trazer Forças Armadas mais que "simbólicas" e pelo menos os 2% do PIB alocado à Defesa. E sem truques contabilísticos.