02 abr, 2025 - 19:21 • Aura Miguel
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“Recordamos, com gratidão e admiração, o seu incansável serviço à paz, os seus apelos apaixonados, as iniciativas diplomáticas para tentar até ao fim desconjurar as guerras”, disse esta quarta-feira o cardeal Pietro Parolin, propósito de São João Paulo II.
Na homilia da missa a que presidiu para assinalar os 20 anos da morte do Papa polaco, o secretário de Estado do Vaticano sublinhou a tenacidade de Karol Wojtyla, pelo fim das guerras, "sempre e até ao extremo final da sua vida, quando a fragilidade das forças físicas já era evidente, ainda que muitos dos seus apelos e avisos ficassem infelizmente por ouvir, como também acontece aos grandes profetas”, disse.
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A celebração eucarística encheu de fiéis a basílica de São Pedro e contou com a presença de muitos embaixadores e várias autoridades, incluindo a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni.
O cardeal Parolin recordou também o que João Paulo II escreveu no seu testamento a propósito do atentado que sofreu a 13 de maio de 1981, na Praça de São Pedro: “A Divina Providência salvou-me milagrosamente da morte. Aquele que é o único Senhor da vida e da morte, Ele mesmo prolongou-me esta vida; de certo modo, devolveu-ma de novo. Na vida e na morte pertencemos ao Senhor”.
Também no início da missa, o cardeal Stanislaw Dziwisz, arcebispo emérito de Cracóvia, começou por saudar o Papa Francisco e pediu orações pela sua saúde, “para que o Senhor lhe dê a força necessária para guiar a Igreja peregrina neste Ano jubilar, nestes tempos difíceis para a Igreja e também para o mundo”.
O antigo secretário pessoal de João Paulo II destacou a quantidade de frutos que a santidade do Papa polaco tem produzido e disse acreditar firmemente - citando o cardeal Ratzinger, no dia do funeral de Wojtyka - que “o Santo Papa está agora à janela da Casa do Pai, a ver-nos e a abençoar-nos”.