Novas Crónicas da Idade Mídia
O que se escreve e o que se diz nos jornais, na rádio, na televisão e nas redes sociais. E como se diz. Eduardo Oliveira e Silva, Luís Marinho, Luís Marques e Rui Pêgo são quatro jornalistas com passado, mas sempre presentes, olham para as notícias, das manchetes às mais escondidas, e refletem sobre a informação a que temos direito. Todas as semanas, leem, ouvem, veem… E não podem ignorar. Um programa Renascença para ouvir todos os domingos, às 12h, ou a partir de quinta-feira em podcast.
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​Lei da nacionalidade: e os ucranianos?

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​Lei da nacionalidade: e os ucranianos?

07 mai, 2026 • Eduardo Oliveira e Silva, Luís Marinho, Luís Marques e Rui Pêgo


O pedido de desculpa de Ana Abrunhosa, a Lei da Nacionalidade e os ucranianos que ficaram "esquecidos", a vitória do campeonato pelo Futebol Clube do Porto e os resultados da RTP estiveram em debate, a quatro vozes, na edição desta semana.

O Futebol Clube do Porto é campeão nacional de futebol. Villas-Boas dedicou o título a Pinto da Costa, de cuja gestão disse cobras e lagartos. As televisões reportaram a festa no Porto, em Lisboa e um pouco por toda a diáspora portuguesa. Nenhuma surpresa. O exagero tornou-se o padrão.

A RTP, a braços com os primeiros resultados operacionais negativos dos últimos 15 anos, acabou com a Grandiosa Enciclopédia do Ludopedia, o único programa sobre futebol com respeito pela memória; ignorou o Torreense e o Fafe, na meia-final, mas lá estará no Jamor, como lhe compete, para a festa com o Sporting.

Clara Almeida Santos é a nova Provedora do Telespectador. Obliterou a “Voz do Cidadão”, título estreado por Paquete de Oliveira e mantido pelos sucessores e adotou “Ouvir quem vê”, o novo título. Terá uma periodicidade mensal, a contrário do que acontecia até aqui em que o programa do Provedor era semanal. Não há nada na legislação que determine a periodicidade que vigorava. Começa bem, a antiga vice-reitora da Universidade de Coimbra.

O ambiente que se vive na Marechal Gomes da Costa não é muito saudável, com as redações a levantarem questões editoriais e de coordenação da Casa das Notícias e os sindicatos a considerarem que há uma ”asfixia do Governo” à empresa. Isto acontece numa altura em que os ventos que sopram na Europa, designadamente na Grã-Bretanha e em França, empurram o SP de Média para o centro da discussão política.

Em França, o extremar de posições levou as esquerdas a acusarem Vincent Bolloré, um magnata dos Média, de interferir na reflexão da Assembleia Nacional sobre o Serviço Público de rádio e televisão, dada a proximidade com as forças de direita.

Embora por décimas, a TVI ganhou o mês de abril. O resultado fica a dever-se, em grande parte, ao desempenho de “A Casa dos Segredos”. Veremos como fica o resultado consolidado.

Ana Abrunhosa, presidente da Câmara de Coimbra, pediu publicamente desculpa pelas declarações sobre o jornalista da Lusa que cobre a autarquia. Não é habitual. Raramente um titular de cargo público pede desculpa quando é tocado pela infelicidade. A história absolutamente miserável de violência inominável na Esquadra do Rato não mereceria um pedido de desculpas do Comando Geral das PSP?

A Lei da Nacionalidade foi promulgada pelo Presidente no domingo, o último dia do prazo legal. Para lá de imigrantes da CPLP e da UE, talvez a nova Lei pudesse ter tido a preocupação de proteger também os ucranianos que se refugiaram em Portugal “deportados pela guerra”.

Em suplemento ao programa, nos Grandes Enigmas, a avaliar pelas últimas declarações, será que André Villas-Boas é mesmo da Foz?
Se não acredita na bondade da iniciativa porque é que Mariana Vieira da Silva aceitou integrar o Pacto sobre a Saúde?

Os trabalhadores do Hospital de Leiria não percebem que não entregar um corpo para as cerimónias fúnebres é uma crueldade sem tamanho para famílias e amigos do defunto? E a administração do Hospital não pode encontrar soluções para resolver este tipo de problemas?
Com eleições daqui a três anos não seria altura para rever a Lei Eleitoral?

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