03 abr, 2025 - 14:25 • Inês Braga Sampaio
Pedro Proença considera que o futebol português perde com o facto de não ter sido eleito para o Comité Executivo da UEFA, esta quinta-feira.
O presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) tentou manter presença nacional no órgão decisor da UEFA, no entanto, foi o menos votado dos 11 candidatos. No final, lamentou o resultado.
"Hoje [esta quinta-feira] o futebol português saiu derrotado. Perderam os jogadores. Perderam os treinadores. Perderam os árbitros. Perderam os dirigentes. Perderam os clubes. Perderam as associações distritais e regionais. Perderam as associações de classe. Perdeu a Liga. Hoje perdemos todos", reagiu, em comunicado no site oficial da FPF.
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Proença deixa, ainda assim, a garantia de que voltará a tentar a eleição em 2027. Na altura, espera fazê-lo "num contexto mais favorável, e com todos imbuídos do mesmo sentimento e unidos pelo mesmo objetivo".
"Iremos colocar o futebol português no lugar que é nosso por direito próprio. Porque o Futebol Português tem de estar representado nas mais altas instâncias do futebol internacional. E esse será daqui para a frente, estou seguro disso, um desígnio nacional", escreveu o líder da FPF.
Explicador Renascença
Atual presidente da FPF e o seu antecessor estão e(...)
A não eleição de Proença surge na sequência da "guerra" com o seu antecessor na presidência da FPF, Fernando Gomes.
Pedro Proença enviou uma carta às federações alegando que teria o apoio do seu antecessor, Fernando Gomes, que tinha um lugar no Comité. No entanto, o atual presidente do Comité Olímpico de Portugal enviou também uma carta negando o seu apoio, explicando que o seu sucessor na Federação está no caminho "da destruição" do seu legado.
A FPF avisou que a eleição de Proença para o Comité Executivo ficara "seriamente comprometida" com a controvérsia, o que se veio a verificar.