Marta Capelo tem 27 anos e vive em Queluz. Desde a tempestade, faz quase todos os dias a viagem até às aldeias mais afetadas da região centro. “Ficar no sofá já não era opção”, diz. Pelo caminho encontrou idosas que “não queriam estar a dar trabalho” e casas a jorrar água. Numa delas, a dona Idalina dormia sentada na sala para fugir à chuva que entrava pelo teto.
No ano passado, em média, um carro chocou com uma bicicleta a cada seis horas. Os acidentes afetam quem usa a bicicleta para ir trabalhar, ciclistas casuais e até atletas profissionais. Uns receiam acidentes de cada vez que colocam o capacete, outros desistem. O que causa os acidentes? O que diz a lei? Pode algo ser feito?